Os tumores de bexiga crescem a partir da mucosa ou urotélio – o tecido de revestimento interno o qual fica em contato com a urina. De forma contínua, esse tecido reveste todo o aparelho urinário, desde os cálices renais até a bexiga; e é por este motivo que existe a chance do desenvolvimento de câncer em qualquer região, incluindo as áreas internas dos rins.

Os chamados tumores uroteliais de trato alto – que incluem aqueles que crescem desde a entrada do ureter na bexiga até os tecidos intrarrenais – felizmente são bem mais raros do que os cânceres de bexiga e têm um comportamento também diferente, tendendo a ser mais agressivo.

De forma semelhante ao tumor vesical, dentre os principais motivos para o aparecimento dos carcinomas uroteliais do trato superior está o uso de cigarro (tabagismo) e o principal sinal também é a presença de sangue na urina (hematúria), que costuma ser indolor e repentina (imotivada).

O tratamento padrão é a extiparção completa de todo o tecido urotelial do lado acometido, ou seja, a remoção completa do rim com seu ureter ipsilateral, a chamada “nefroureterectomia radical”, a qual pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica. Salvo algumas exceções, este procedimento é indicado para todos os casos com intenção curativa, independente da altura da lesão – mesmo nos casos de tumores ureterais localizados próximos à entrada da bexiga (junção uretero-vesical).

As chances de cura são variáveis e o acompanhamento pós operatório deve ser rigoroso. Atualmente não existe vantagem no aumento de sobrevivência na realização de nenhum tratamento complementar como radioterapia ou medicações (imunoterapia, quimioterapia…). Por isso, a ênfase deve ser na cirurgia bem feita! Desta forma, ao menor sinal de sangramento na urina, principalmente em pacientes acima de 40 anos e tabagistas… procure um urologista especializado em uro-oncologia!

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