O câncer é uma doença milenar que pode acometer qualquer órgão e qualquer organismo vivo existente, pois trata-se de um desvio no processo de replicação das células do corpo, uma espécie de “desobediência” ao controle emitido pelo nosso DNA.

Não tem muito tempo (talvez 15 ou 20 anos) o câncer era considerada uma doença incurável, de modo que seu diagnóstico era o começo do fim da vida para os pacientes acometidos, o que trazia muita angústia, sofrimento e devastação pessoal e familiar.

Desta forma, a busca incessante para o tratamento definitivo e eficaz – CURA do câncer – sempre foi um dos mais intrigantes questionamentos da humanidade, e permaneceu por muito tempo sem resposta.

Nos últimos anos, resolvemos travar uma batalha definitiva contra esta doença e a partir da evolução tecnológica, rapidez e compartilhamento de informações, um turbilhão de estudos surgiram e a história mudou; hoje já identificamos algumas inúmeras fraquezas do “inimigo a ser combatido”. Em muitos casos encaramos de frente e não raramente, obtemos sucesso no tratamento.

Começamos diagnosticando pacientes com doença avançada, infelizmente sem possibilidade de cura. Em seguida, entendemos a necessidade de antecipar estágios; e então com exames precoces passamos a identificar tumores em fase inicial. O benefício de uma cirurgia ampla para a retirada completa do órgão acometido estava demonstrado, apresentando razoáveis chances de remissão.

Paralelamente, surgiram terapias clínicas e complementares, como os quimioterápicos, os quais foram essenciais para o manejo definitivo. A palavra ‘Sobrevida’ começou a fazer cada vez mais sentido na vida desses pacientes.

Hoje, muitos cânceres APRESENTAM CURA definitiva. A visão mudou. A conscientização da profilaxia, a evolução da biomedicina, da farmacologia, as medicações moleculares, imunoterápicos, radioterapia, plataformas robóticas, nanotecnologia… uma infinidade de recursos e possibilidades nos mostram que estamos no caminho certo. Já conseguimos decifrar uma parte dos sinalizadores de várias células cancerosas; já existem as chamadas terapias-alvo, direcionadas, que com alguns ajustes em pouco tempo conseguiremos decodificar de forma precisa todos os receptores, e com isso gerar medicações específicas individualizadas para cada tumor, para cada paciente – um modelo eficaz seek and destroy.

Enquanto não conseguimos definir todos os pontos fracos desta doença, que continuemos lançando mão da inquietude humana. Continuemos encarando ‘face a face’, prevenindo quando possível, utilizando todos os recursos disponíveis para um diagnóstico e tratamento precoce; Mais uma vitória da Humanidade.

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