A consulta anual com o urologista deve ser recomendada a todo homem com idade superior a 40 anos, mesmo quando não há sintomas identificados. Como dito anteriormente, o hábito rotineiro e fisiológico da micção pode estar comprometido e muitas vezes as alterações passam despercebidas.

Para o diagnóstico da HPB, é necessária uma consulta detalhada, com exame clínico e perguntas direcionadas aos hábitos miccionais. O histórico familiar, o estilo de vida e alimentação são fatores que podem impactar na evolução da doença. O exame físico dos genitais, incluindo o toque retal, é fundamental. A complementação com questionários (IPSS – perguntas relacionadas à rotina urinária durante os últimos meses) e exames (ultrassonografia, PSA, fluxometria, dentre outros) enriquecem a coleta de dados e auxiliam na precisão diagnóstica.

Para tratar esta afecção é necessário entender o processo que leva a causá-la.

Com os inúmeros estímulos (principalmente da testosterona e demais andrógenos) a próstata sofre um processo de crescimento dos seus tecidos, principalmente da região central (onde passa a uretra), gerando uma contração e compressão local, e desta forma iniciam-se os sintomas. A maioria dos pacientes encontra-se nesta fase da doença. O tratamento será realizado com medicações que visam relaxar a musculatura da região – os alfabloqueadores (doxazosina, tansulosina) – e/ou aquelas que agem bloqueando o estímulo hormonal, levando à diminuição do tamanho da glândula – os bloqueadores da 5 alfa redutase (finasterida e dutasterida).

A resposta é excelente na grande maioria dos casos. A manutenção desses medicamentos deve ser acompanhada em consultas periódicas – muitas vezes por toda a vida!

Porém, se o processo não for combatido nesta fase, a doença evolui. A obstrução urinária se intensifica exigindo mais esforço da bexiga para eliminação adequada da urina. Como consequência, as paredes vesicais vão endurecendo e engrossando até o momento mais grave da doença: a falência da bexiga, com o quadro dramático de retenção urinária aguda! Neste momento, o tratamento necessitará de cuidados mais específicos. A passagem de sonda será imperativa para alívio do sofrimento e prevenção de danos aos rins, que acontece por consequência. A cirurgia da próstata (ressecção endoscópica), conhecida como “raspagem”, tem seu lugar neste cenário.

Outras indicações de cirurgia, ainda em fases iniciais da doença, são:

– intolerância aos medicamentos (custos, efeitos colaterais…)

– desejo do paciente

– infecções urinárias de repetição

– hematúrias (sangramento urinário) recorrentes

– formação de cálculos urinários na bexiga

– prejuízo à função dos rins e bexiga de esforço

Portanto, fiquem atentos! A visita ao urologista é fundamental para conhecer e reconhecer esta doença que muitas vezes parece indolente mas que pode causar grandes transtornos na vida dos homens!

OBS:

A consulta médica não deve ser substituída por nenhuma informação escrita. Para agendamento, entre em contato:

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