Quando eu converso com homens que sofrem para urinar, noto um padrão. Muitos acham que isso “faz parte da idade” e adiam a consulta. Só que nem sempre deve ser assim. Em vários casos, há aumento benigno da próstata, a chamada hiperplasia prostática benigna, que pode trazer jato fraco, demora para começar a urinar, vontade frequente e idas repetidas ao banheiro à noite.
Segundo um boletim do Instituto de Saúde de São Paulo sobre sintomas típicos da HPB, esse crescimento não cancerígeno é muito comum e pode afetar entre 50% e 80% dos homens. Em outra análise, uma pesquisa feita em Ribeirão Preto com 934 homens mostrou aumento dos escores de sintomas urinários com a idade, com 11,8% apresentando sintomas moderados ou graves.
Nesse cenário, o HoLEP ganhou espaço como uma opção moderna. Eu o considero um dos avanços mais interessantes para tratar próstatas aumentadas, principalmente quando remédios deixam de trazer alívio real.
Urinar bem muda o dia inteiro.
Como funciona esse tratamento com laser
HoLEP é uma cirurgia endoscópica que remove o tecido da próstata que obstrui a passagem da urina com o uso do laser de hólmio.
Em termos simples, o procedimento é feito pela uretra, sem corte externo. O laser separa o adenoma prostático, que é a parte aumentada da próstata, da cápsula prostática. Depois, esse tecido é levado para a bexiga e fragmentado para retirada.
Eu gosto de explicar assim: em vez de “abrir” o paciente, o cirurgião trabalha por dentro do canal urinário com visão ampliada e energia precisa. Isso reduz trauma local e permite tratar até próstatas bem grandes.
O laser de hólmio tem alta afinidade com a água presente nos tecidos. Na prática, isso traz corte preciso e boa hemostasia, ou seja, ajuda a controlar o sangramento durante a cirurgia. Para quem teme um procedimento mais agressivo, esse detalhe pesa bastante.
Na rotina de quem acompanha conteúdos do Dr. Paulo Maron, esse tema aparece com frequência justamente porque muitos homens chegam ao consultório cansados de conviver com sintomas que já afetam sono, trabalho e vida social.
Quando a cirurgia costuma ser indicada
A indicação não depende só do tamanho da próstata. Eu sempre reforço que o conjunto dos sintomas, exames, impacto na vida e resposta ao tratamento clínico é que define o melhor caminho.
De modo geral, o procedimento com laser costuma ser considerado nos seguintes quadros:
- Hiperplasia prostática benigna com sintomas moderados ou intensos.
- Falha, efeito parcial ou intolerância aos medicamentos.
- Próstatas volumosas, inclusive de grande porte.
- Retenção urinária, com dificuldade de esvaziar a bexiga.
- Infecções urinárias repetidas relacionadas à obstrução.
- Sangramento urinário ligado ao aumento prostático.
- Cálculos na bexiga ou prejuízo do trato urinário por obstrução.
Uma das maiores vantagens do HoLEP é poder tratar próstatas grandes com técnica minimamente invasiva.
Nem todo homem com sintomas urinários vai precisar de cirurgia. Em alguns casos, ajustes de hábitos, remédios e acompanhamento resolvem bem. Em outros, o quadro avança. Quando isso acontece, vale discutir opções com um urologista experiente.
Para quem deseja entender melhor sinais de alerta e outras dúvidas de consultório, os conteúdos do autor Dr. Paulo Maron ajudam a contextualizar esse cuidado de forma clara.
Quais são os benefícios mais percebidos
Eu vejo que muitos pacientes chegam perguntando se a recuperação é longa e se haverá muito sangramento. Essa preocupação é compreensível. A boa notícia é que a técnica costuma oferecer ganhos concretos no pós-operatório.
Entre os pontos mais valorizados, eu destacaria:
- Menor invasividade por ser feita sem corte externo.
- Pouco sangramento quando comparada a abordagens mais antigas.
- Internação geralmente curta.
- Retirada da sonda em prazo mais rápido em muitos casos.
- Melhora consistente do fluxo urinário.
- Baixa taxa de reoperação no longo prazo.
Em muitos pacientes, a melhora do jato urinário e da sensação de esvaziamento da bexiga aparece logo nas primeiras semanas.
Outro ponto que considero muito bom é a durabilidade. Como há retirada efetiva do tecido obstrutivo, os resultados tendem a se manter por bastante tempo. Isso faz diferença para quem já passou anos testando remédios sem alívio suficiente.
Quando falo em tecnologia para pacientes brasileiros, penso justamente nisso. Ter acesso, no Brasil, a uma técnica consolidada internacionalmente muda a experiência de tratamento. Esse é um aspecto presente na prática do Dr. Paulo Maron, que trabalha com métodos modernos e abordagem individualizada.
Impacto na qualidade de vida e na função sexual
Essa é uma das dúvidas mais sensíveis. Muitos homens silenciam sintomas urinários por medo de perder desempenho sexual. Eu entendo esse receio. Ele é muito comum.
O procedimento não tem como alvo os nervos da ereção, então a função erétil costuma ser preservada na maior parte dos casos.
Mas é preciso falar de um efeito frequente: a ejaculação retrógrada. Nesse quadro, o sêmen vai para a bexiga durante o orgasmo, em vez de sair pela uretra. O prazer do orgasmo pode permanecer, mas a ejaculação visível muda ou deixa de ocorrer.
Isso não representa perigo para a saúde, porém pode ter peso emocional e reprodutivo. Por isso, eu sempre acho melhor tratar o tema com transparência antes da cirurgia. Quem deseja fertilidade futura precisa levar esse ponto para a consulta.
Na vida prática, o benefício costuma aparecer em várias frentes:
- Menos interrupções do sono por noctúria.
- Menos urgência urinária ao sair de casa.
- Mais conforto em viagens e reuniões.
- Redução da sensação de bexiga sempre cheia.
Tratar a obstrução é voltar a ter rotina.
Segurança e possíveis riscos
Todo ato cirúrgico tem riscos. Eu prefiro ser direto quanto a isso. O HoLEP é considerado seguro quando bem indicado e realizado por equipe treinada, mas pode haver intercorrências e efeitos temporários.
Entre eles, estão ardor ao urinar nos primeiros dias, pequeno sangramento na urina, urgência urinária transitória e escape de urina por um período curto. Em geral, esses sintomas melhoram com o tempo.
Também podem ocorrer infecção urinária, estreitamento de uretra ou necessidade de nova abordagem, embora isso seja menos comum. Em relação a outras formas de tratar HPB, existem alternativas para casos específicos. Por exemplo, uma tese da Faculdade de Medicina da USP sobre embolização das artérias prostáticas mostrou bons resultados clínicos em pacientes selecionados. Ainda assim, cada técnica tem seu perfil, suas indicações e seus limites.
A escolha do tratamento depende de avaliação médica, exames, tamanho da próstata, uso de anticoagulantes, doenças associadas e expectativas do paciente.
Se você costuma pesquisar temas médicos por conta própria, vale também usar a busca do blog para localizar conteúdos sobre próstata aumentada, sintomas urinários e preparo cirúrgico.
Como costuma ser o pós-operatório
Na maioria das vezes, a recuperação é mais rápida do que muitos imaginam. Ainda assim, eu sempre alerto que “rápido” não significa descuido. O corpo precisa de alguns dias para se adaptar.
Depois da cirurgia, pode haver uso temporário de sonda e observação hospitalar. Ao receber alta, orientações simples fazem diferença:
- Beber água na medida orientada pela equipe.
- Evitar esforço físico por algumas semanas.
- Não segurar urina por muito tempo.
- Suspender atividade sexual no período recomendado.
- Usar medicações prescritas de forma correta.
- Retornar se houver febre, sangramento forte ou incapacidade de urinar.
Eu já vi pacientes ficarem apreensivos ao notar ardor leve, aumento da frequência urinária ou urina rosada no início. Muitas vezes isso faz parte da recuperação. O que não pode é ignorar sinais fora do esperado.
Para complementar a leitura, você pode consultar materiais sobre saúde urológica e dúvidas frequentes em orientações publicadas no blog, textos sobre acompanhamento após tratamento e conteúdos voltados a sintomas e diagnóstico.
Conclusão
Na minha visão, o HoLEP representa uma opção muito boa para homens com aumento benigno da próstata, sobretudo quando os sintomas já atrapalham a rotina ou quando os remédios não funcionam como se espera. O procedimento alia precisão, baixo sangramento, recuperação mais leve e chance de resultado duradouro, inclusive em próstatas volumosas.
Ao mesmo tempo, eu não gosto de tratar esse tema como fórmula pronta. Há indicações, contraindicações e efeitos que precisam ser discutidos com clareza, como a ejaculação retrógrada e os cuidados após a cirurgia. Por isso, a melhor decisão nasce de uma avaliação individual.
Se você quer entender se esse tratamento faz sentido para o seu caso, vale conhecer melhor o trabalho do Dr. Paulo Maron e agendar uma avaliação especializada para discutir seus sintomas, seus exames e a opção mais adequada para sua saúde urológica.
Perguntas frequentes
O que é a cirurgia HoLEP?
É uma cirurgia endoscópica feita pela uretra para remover o tecido prostático que bloqueia a passagem da urina. Ela usa laser de hólmio para separar e retirar esse tecido com precisão, sem necessidade de corte externo.
Para quem é indicada a HoLEP?
Ela costuma ser indicada para homens com hiperplasia prostática benigna, principalmente quando há sintomas moderados ou intensos, falha do tratamento medicamentoso, retenção urinária ou próstatas grandes. A indicação final depende de consulta, exame físico e exames complementares.
Quais os riscos da HoLEP?
Os riscos incluem sangramento leve, ardor ao urinar, urgência urinária temporária, infecção, incontinência transitória e, em alguns casos, estreitamento da uretra. Um efeito frequente é a ejaculação retrógrada. Em geral, o procedimento é seguro quando bem indicado e realizado por equipe experiente.
Como é a recuperação após HoLEP?
A recuperação costuma ser relativamente rápida. Muitos pacientes ficam pouco tempo internados e retomam atividades leves em alguns dias, seguindo orientação médica. É comum evitar esforço físico, atividade sexual e cargas pesadas por algumas semanas, além de manter boa hidratação e acompanhar os retornos.
Quanto custa uma cirurgia HoLEP?
O valor pode variar conforme hospital, equipe, cobertura do plano de saúde, cidade e complexidade do caso. Também entram nessa conta exames, materiais e tempo de internação. Por isso, o mais adequado é solicitar uma avaliação individual para receber uma estimativa realista.







