A vasectomia ou cirurgia contraceptiva masculina é o procedimento realizado para fins de esterilização do homem. Consiste na interrupção da passagem do esperma e espermatozóides através dos seus canais – ductos deferentes (bilaterais).

É uma das principais cirurgias urológicas em adultos jovens e sua procura tem sido crescente; sem dúvida, o amplo acesso a informação associado a maior conscientização da população, somado a fatores diversos (dentre eles, sócio-econômicos) vem contribuindo para aumentar este número.

É considerado procedimento de pequeno porte, realizado através de pequenas incisões na bolsa escrotal – por vezes apenas com anestesia local e uma leve sedação. O tempo estimado de internação é menos de 24 horas, com média de 6 horas.

Para haver autorização legal é necessário cumprir algumas normas baseadas na Lei Federal nº 9.263/96, que trata dos termos relativos aos processos contraceptivos e planejamento familiar.

No artigo 10, encontramos as principais descrições:

I – em homens ou mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce;
II – risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório e assinado por dois médicos.

A legislação federal impõe como condição para a realização da esterilização cirúrgica, o registro da expressa manifestação da vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes.
A legislação federal estabelece, ainda, que, em vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.

Uma vez protocolado, a cirurgia poderá ser agendada.

Algumas considerações importantes que constam no termo de consentimento, aspectos imprescindíveis para conhecimento do paciente. Segue:

“Antes do procedimento foi me explicado e para a minha esposa, outras formas de evitar filhos, como o uso de camisinha, DIU, pílulas anticoncepcionais, tabela.

Também nos explicaram que a cirurgia contraceptiva masculina é uma operação que se faz com anestesia local (raras vezes, dependendo da condição do paciente pode ser necessária outra forma de anestesia), são feitos um ou dois cortes no escroto, que são no final fechados com pontos, (não precisam ser retirados depois).

Fomos esclarecidos também sobre as possíveis complicações da operação. Pode ocorrer hematoma (sangramento), manchas escuras no escroto e/ou no pênis (equimoses), dor ou infecção (febre).

Existe uma possibilidade muita pequena (1 em cada 2000 cirurgia contraceptiva masculina) de ocorrer recanalização espontânea, o que quer dizer que o homem pode voltar a engravidar sua esposa.

De qualquer maneira, fiquei certo de que se precisar podemos entrar em contato com meu médico ou sua equipe a qualquer momento depois da operação.

Após a operação eu devo ficar em repouso em minha casa colocando compressa de gelo no escroto por algumas horas.

Posso retornar ao meu trabalho no outro dia e relações sexuais com uma semana. Sobre as relações sexuais depois da operação, os médicos deixaram bem claro que nós devemos continuar a ter os mesmos cuidados para evitar filhos até que complete 25 ejaculações e, que tenha feito um espermograma mostrando ausência de espermatozóides no ejaculado, ou seja depois da operação eu devo fazer um espermograma, mostrar aos médicos e só depois de eles constatarem que não tem mais espermatozóides é que nós poderemos ter relações sem qualquer forma de método para evitar filhos.

Também foi explicado que a operação cirúrgica contraceptiva masculina é definitiva, vou ficar infértil para o resto de minha vida. Uma operação que se faz para reverter à fertilidade não é segura para todos.

Por fim foi nos dito que existe uma lei no Brasil que normaliza a operação cirúrgica contraceptiva masculina. Por esta lei é necessário que eu tenha 60 dias para pensar juntamente com minha companheira sobre a operação, agora com os esclarecimentos dados ficam mais fácil”.

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