Como urologista, foi extremamente importante conviver com a prática diária dos oncologistas clínicos por 2 meses, em um centro referência de câncer nos Estados Unidos, e perceber como as coisas estão progredindo… felizmente para o bem!

Alguns pontos mudaram e/ou reafirmaram minhas convicções, listo abaixo:

1- Com as grandes mudanças advindas do uso de novas medicações e principalmente imunoterápicos, não foram raros os casos que vi e tive a nítida sensação de que, num futuro próximo (já atualmente em inúmeros casos!), o câncer se tornará uma espécie de doença crônica. Ainda não temos como curá-la quando em fase avançada, mas certamente conseguiremos (conseguimos!) controlá-la – assim como diabetes, hipertensão… e, arrisco dizer que teremos ainda muitos finais felizes, quem sabe até capacidade de curar aqueles casos ditos sem prognóstico.

2- Equipes especializadas e focadas em determinadas áreas (neste caso a uro-oncologia) sem dúvida trazem os melhores resultados. Isso inclui uma vasta equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, dentre outros.

3- A excelente relação médico-paciente é a chave para o sucesso na condução de doenças graves. Os pacientes depositam uma enorme esperança em nós!

4- Dividir pra somar. A prática de “mentorship” nos EUA é muito comum e a idéia de compartilhar conhecimento gera uma grande corrente a favor da excelência no cuidar. Muitos centros de ponta dividem conhecimento. Não à toa, existem os grandes grupos como o SWOG – Southwest Oncology Group. Todos os anos milhares de estrangeiros são recebidos nos mais diversos centros oncológicos em todo o país no intuito de disseminar conhecimento.

5- Quimioterapia e imunoterapia tem seus efeitos colaterais, porém, não é o que pensamos que seja. Existe uma concepção de sofrimento com o uso dessas medicações… bem verdade pois no passado era comum o estigma das quedas de cabelo, náuseas, vômitos, perda de peso, etc. Vi alguns efeitos adversos, porém pouquíssimos (talvez nenhum) limitantes ou ameaçadores de vida! A grande maioria dos pacientes é capaz de ter uma vida ativa, trabalhando, viajando, aproveitando cada um da sua melhor maneira!

6- Grupos de apoio comunitário – criados por pacientes – aos portadores de cada tipo específico de doença fazem uma enorme diferença. Eles se comunicam, trocam informações e tiram dúvidas entre si. Uma grande parcela dos pacientes sabia muito sobre seu câncer e fazia questão de acompanhar artigos científicos, publicações online e em redes sociais.

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