Há 40 anos um grupo de estudiosos liderados pelo Dr. Álvaro Morales descrevia um dos mais revolucionários tratamentos para o câncer de bexiga. Eles mostraram que a aplicação intravesical (através da uretra) do BCG (Bacilo de Calmette-Guèrin – aquele usado na vacinação de crianças para a prevenção das formas mais graves de tuberculose), era eficaz na redução de recidiva e progressão de tumores de bexiga em estágios iniciais, como tratamento complementar à cirurgia.

Nascia ali uma das parcerias de maior sucesso para os portadores desta doença. A descoberta foi tão significativa que até os dias atuais o BCG é ainda a medicação mais utilizada no auxílio ao tratamento do câncer da bexiga. Não há nenhuma medicação tão eficaz quanto ela, mesmo com todas as inovações tecnológicas e bioquímicas.

O tratamento dos pacientes com este câncer em sua maioria (80% dos casos) é realizado através de uma cirurgia endoscópica, sem corte, relativamente simples: a ressecção através do canal urinário.

O uso do BCG intravesical (instilações dentro da bexiga) faz-se necessário nos tumores que apresentam características específicas, dados que aumentam a chance de recidiva ou avanço da doença. As aplicações são periódicas, podendo ser de poucos meses até 3 anos, a depender do julgamento clínico.

Apesar disto, como todo medicamento, o BCG não está livre de efeitos colaterais. A medicina continua em busca de um substituto com a capacidade igual ou superior no tratamento desta afecção. Porém, uma coisa é certa: a prova do tempo mostrou que temos um grande aliado, devemos lançar mão dele e celebrar mais uma vitória da humanidade contra o câncer.

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