Cirurgia robótica no Brasil: estamos avançando

Em uso desde o início dos anos 2000 nos EUA, a cirurgia robótica vem ampliando sua aplicabilidade ao longo dos anos e ultrapassando novas fronteiras no planeta.

Enquanto a cirurgia robótica no Brasil foi iniciada em 2008 e hoje a tecnologia dos robôs na medicina já vem sendo utilizada em quase todo o território nacional. O que era um tabu, hoje é realidade em várias partes do país.

Vamos conhecer mais sobre esse recurso tão promissor para a medicina brasileira?

Como está a cirurgia robótica no Brasil? 

No Brasil, a cirurgia robótica é realizada por meio do robô Da Vinci, que atua especialmente nas áreas de ginecologia, gastroenterologia e urologia. 

Pelas grandes vantagens que foram se confirmando ao longo do tempo, em 2018 havia  39 sistemas Da Vinci instalados e espalhados pelas mais variadas regiões do país. 

O Da Vinci é aquele em que o cirurgião controla o robô por meio de um console, ou “joystick”, ao estilo dos videogames. A imagem da região que será operada é ampliada e disponibilizada para o médico de maneira tridimensional.

O sistema reproduz os movimentos humanos para os instrumentos robóticos, que são mais precisos e eficientes para atingir posições muito difíceis para os punhos humanos.

O robô permite:

  • Movimentos do console em 360 graus;
  • Ampliação da imagem em até 15 vezes, com alta resolução e 3D;
  • Precisão milimétrica para dissecções de tecidos e órgãos;
  • Correção dos pequenos tremores e movimentos bruscos das mãos humanas;
  • Melhor posição para o médico no momento do procedimento cirúrgico.

Todos os dados e movimentos apresentados na cirurgia são registrados e enviados para o computador central da empresa que fabrica os robôs. Isso permite, por meio do machine learning, que o robô seja aprimorado cada vez mais.

Capacitação no Brasil

A capacitação na tecnologia robótica no Brasil também ganhou um incremento em dezembro de 2018, quando foi inaugurado um centro de treinamento em cirurgia robótica no IRCAD (Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas) situado na cidade do Rio de Janeiro, o primeiro no Brasil em parceria com a H.Strattner e Intuitive Surgical, as empresas fabricantes e representantes do sistema no Brasil.

Antes esses processos de certificação de cirurgiões com tecnologia robótica só ocorriam em países do exterior.

Desde o emprego da cirurgia robótica no país, houve um aumento de quase 20 vezes no número de robôs instalados em território nacional em pleno funcionamento. 

A grande concentração está na cidade de São Paulo, com mais de 20 sistemas operando a pleno vapor.

Para quem achar que esse número ainda é pouco vai perceber que o avanço não é desprezível, uma vez que temos um número maior de “cirurgiões-robôs” do que o Canadá, que dispõe de 30 a 32 unidades.

Urologia é a principal usuária do sistema

A urologia, especialidade que despontou como principal usuária da tecnologia, conta hoje com uma variedade de especialistas em cirurgia robótica no Brasil. 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, o crescimento da cirurgia robótica no setor foi mais expressivo nos últimos dois anos. 

A cirurgia robótica de próstata é uma grande aliada no combate ao câncer de próstata, o segundo tipo de tumor mais incidente entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele.

Pelas estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), surgiram 68.220 novos casos de câncer de próstata somente no ano passado.

Quando o câncer de próstata é detectado, a principal forma de tratamento é a remoção do órgão, a chamada prostatectomia radical. Em um passado não tão distante, a cirurgia aberta era a única forma de realização da mesma. 

Com o advento da laparoscopia (cirurgia de próstata por vídeo) e robótica, os pacientes se beneficiaram. A diminuição dos riscos de sequelas, como a incontinência urinária e perda de ereção, foi expressiva.

Além disso, as chamadas técnicas minimamente invasivas diminuem os traumas cirúrgicos, tempo de internação, dores pós-operatórias e uso de remédios, além de haver menores índices de transfusão sanguínea e risco de morte.

O resultado estético também é mais harmônico e a recuperação é mais rápida com retorno às atividades laborativas e rotineiras mais precocemente.

 


 

Número de capacitados em cirurgia robótica é tímido

Mesmo com todos estes benefícios, o número de profissionais capacitados ainda é tímido: estima-se que pouco mais de 100 urologistas estão habilitados para a realização de procedimentos robóticos, o que corresponde a aproximadamente 5% dos profissionais da área.

A realização da cirurgia robótica exige um treinamento adequado e habilitação para manuseio do equipamento. Inúmeros esforços vêm sendo feitos para aprimorar a capacitação dos urologistas no intuito de aumentar o número de profissionais aptos a realização de procedimentos robóticos.

A visão das instituições de saúde mudou. Houve um despertar para a tecnologia e a cirurgia robótica certamente está inclusa nessa revolução. Isto é um bom sinal e todo esse benefício tem um destino certo: o bem-estar do paciente!

 


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