Cirurgia robótica da próstata em São Paulo: prostatectomia radical robótica

Quando um homem recebe o diagnóstico de câncer de próstata localizado e começa a pesquisar a cirurgia robótica da próstata em São Paulo, uma das primeiras perguntas que ouço no consultório é se ela é indicada para o caso dele e o que muda na rotina depois. Nesta página, reúno de forma objetiva como eu indico, realizo e acompanho a prostatectomia radical robótica em São Paulo.

Resposta direta: a cirurgia robótica da próstata (prostatectomia radical assistida por robô) retira toda a próstata e as vesículas seminais por pequenas incisões no abdome, com o cirurgião comandando os instrumentos a partir de um console com visão 3D ampliada. Ela é indicada principalmente para o câncer de próstata localizado em homens com boa expectativa de vida. Em geral, a internação é de 1 a 2 dias, a sonda fica por cerca de 7 a 10 dias e a recuperação da continência e da ereção acontece de forma gradual, ao longo de meses.

Neste artigo:

O que é a cirurgia robótica da próstata?

Cirurgia robótica da próstata em São Paulo: etapas da recuperação após a prostatectomia radical robótica

A prostatectomia radical é a retirada completa da próstata, das vesículas seminais e, quando indicado, dos linfonodos da pelve. Na via robótica, essa mesma cirurgia é feita por laparoscopia assistida por robô: pequenas incisões no abdome dão passagem a uma câmera de alta definição e a pinças articuladas, que eu controlo a partir de um console.

Na prática, o robô não opera sozinho. Ele reproduz os meus movimentos com filtragem de tremor e amplia a imagem em três dimensões. Isso ajuda, sobretudo, em uma região estreita como a pelve, onde ficam os feixes de nervos ligados à ereção e o esfíncter que controla a urina. Se você quiser entender as diferenças entre as técnicas, explico em detalhes no artigo sobre cirurgia robótica e laparoscopia.

Para quem a cirurgia robótica da próstata é indicada?

A indicação é individual e depende de uma combinação de fatores. Em geral, considero a prostatectomia robótica quando:

  • o câncer está localizado ou localmente avançado, confirmado por biópsia e estadiado por exames de imagem;
  • o tumor é de risco intermediário ou alto, considerando PSA, ressonância e a escala de Gleason;
  • a expectativa de vida é longa o suficiente para que o tratamento traga benefício (as diretrizes costumam usar mais de 10 anos como referência);
  • a saúde geral permite anestesia geral com segurança.

Nem todo câncer de próstata precisa de cirurgia. Em tumores de baixo risco, a vigilância ativa costuma ser a primeira opção, e a radioterapia é uma alternativa válida em vários cenários. Por isso, a decisão sempre passa por uma conversa franca sobre benefícios, efeitos colaterais e as suas preferências.

Como funciona a cirurgia robótica da próstata, passo a passo?

  1. Anestesia geral e posicionamento cuidadoso, para proteger braços e pernas.
  2. Pequenas incisões, em geral 5 ou 6, para a câmera e as pinças.
  3. Dissecção da próstata, com preservação dos nervos da ereção sempre que isso for seguro do ponto de vista oncológico.
  4. Retirada da próstata e das vesículas seminais e, quando indicado, dos linfonodos.
  5. Anastomose: a bexiga é costurada na uretra, sobre uma sonda que funciona como molde para a cicatrização.

O tempo de cirurgia costuma ficar entre 2 e 4 horas. Em seguida, a peça retirada vai para análise anatomopatológica, que confirma o Gleason final, a extensão do tumor e as margens cirúrgicas. A decisão de preservar ou não os nervos é planejada antes e confirmada durante a operação; detalho esse ponto no texto sobre preservação de nervos na prostatectomia.

Costumo dizer aos meus pacientes que a tecnologia ajuda, mas o resultado depende da soma de uma boa indicação, de uma técnica cuidadosa e de uma reabilitação bem conduzida depois da alta.

Como é o preparo para a cirurgia robótica da próstata?

Antes da cirurgia, revisamos juntos os exames de estadiamento e fazemos a avaliação clínica e anestésica. Em linhas gerais, o preparo inclui:

  • exames de sangue, eletrocardiograma e, conforme o caso, avaliação do cardiologista;
  • revisão dos remédios que afinam o sangue, que podem precisar ser suspensos ou ajustados, sempre com orientação médica;
  • início dos exercícios do assoalho pélvico, de preferência com fisioterapeuta, ainda antes da operação;
  • jejum conforme a orientação da anestesia e internação no dia da cirurgia.

Além disso, vale organizar a casa para os primeiros dias e separar roupas largas, que facilitam o uso da sonda.

Como é a recuperação após a cirurgia robótica da próstata?

Nos pacientes que acompanho após a cirurgia robótica da próstata em São Paulo, a recuperação acontece em etapas. As faixas abaixo são aproximadas e variam com a idade, a condição física e os detalhes de cada cirurgia:

Período O que costuma acontecer
1º ao 2º dia Alta hospitalar, caminhadas curtas, dieta leve e uso da sonda
7 a 10 dias Retirada da sonda no consultório e início do controle da urina
2 a 4 semanas Atividades leves e, para muitos, volta a trabalhos sem esforço físico
4 a 6 semanas Liberação gradual de exercícios e de pegar peso
4 a 8 semanas Primeiro PSA de controle
3 a 12 meses Recuperação progressiva da continência e, em seguida, da ereção

Em revisões de grandes séries, cerca de 7 a 9 em cada 10 homens estão continentes um ano após a prostatectomia robótica, com variação conforme a definição usada em cada estudo. A fisioterapia pélvica tem papel importante nessa fase, e as dúvidas mais comuns sobre perdas urinárias estão no texto sobre incontinência urinária.

Neste vídeo, explico como a fisioterapia pélvica ajuda na recuperação após a prostatectomia radical.

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O seguimento com PSA também faz parte do tratamento: depois da cirurgia, o esperado é que ele fique praticamente indetectável. Se tiver dúvidas sobre esse resultado, leia sobre o PSA acima de zero após a cirurgia.

Quais são os riscos e efeitos possíveis da cirurgia robótica da próstata?

Como toda cirurgia, a prostatectomia robótica tem riscos. Os principais são:

  • Perda urinária nos primeiros meses, que tende a melhorar de forma gradual; uma minoria mantém perdas persistentes e pode precisar de tratamento adicional.
  • Disfunção erétil: em homens com boa ereção antes da cirurgia e preservação dos nervos dos dois lados, estudos relatam recuperação em cerca de 50% a 90% dos casos em 12 a 24 meses, muitas vezes com apoio de medicamentos.
  • Ausência de ejaculação: o orgasmo permanece, mas sem sêmen, e a fertilidade natural deixa de existir.
  • Complicações cirúrgicas menos frequentes, como sangramento, infecção, trombose, hérnia nos orifícios e estreitamento da anastomose.

Idade, obesidade, diabetes, tabagismo e as características do tumor influenciam esses números. Por isso, prefiro discutir os riscos com base no seu caso, e não apenas em médias. Também escrevi sobre as desvantagens da cirurgia robótica, para que você tenha uma visão equilibrada.

Como a prostatectomia robótica se compara às alternativas?

Opção Quando costuma ser considerada Pontos de atenção
Prostatectomia robótica Câncer localizado de risco intermediário ou alto, com boa saúde geral Perda urinária temporária, impacto na ereção, internação curta
Prostatectomia aberta Mesmas indicações oncológicas Resultados funcionais semelhantes em estudo randomizado, com mais sangramento e internação um pouco mais longa
Radioterapia (com ou sem hormonioterapia) Câncer localizado ou localmente avançado, inclusive em quem tem maior risco cirúrgico Sintomas intestinais e urinários, impacto gradual na ereção, hormonioterapia em alguns casos
Vigilância ativa Tumores de baixo risco e alguns de risco intermediário favorável Exige PSA, ressonância e biópsias periódicas

No estudo ProtecT, que acompanhou homens com câncer localizado por 15 anos, a mortalidade pelo câncer foi baixa e semelhante entre cirurgia, radioterapia e monitoramento ativo, mas os efeitos colaterais foram diferentes em cada grupo. É por isso que a escolha precisa ser individual. Aprofundo esse tema no artigo sobre cirurgia ou radioterapia no câncer de próstata.

Onde atendo e opero em São Paulo

As consultas acontecem no meu consultório na Clínica Primazie, na Rua Afonso de Freitas, 377, conjuntos 403, 404 e 405, Paraíso, São Paulo – SP. Também atendo por consulta online, quando adequado ao caso.

As cirurgias são realizadas principalmente nos hospitais Santa Catarina Paulista, Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês e Albert Einstein, de acordo com a indicação e com a cobertura de cada paciente. Assim, quem procura a cirurgia robótica da próstata em São Paulo faz a avaliação, a cirurgia e o seguimento com a mesma equipe. A consulta é particular, e a equipe orienta sobre documentos para reembolso e sobre as etapas com o hospital e o plano de saúde.

Sobre o Dr. Paulo Maron

Sou cirurgião urologista, com foco em urologia oncológica e cirurgia minimamente invasiva. Minha formação inclui:

  • Residência médica em Cirurgia Geral e em Urologia pela Santa Casa de São Paulo;
  • Título de Especialista em Urologia (TiSBU – Sociedade Brasileira de Urologia);
  • Mestrado em Oncologia pelo A.C.Camargo Cancer Center;
  • Observer Fellowship em Uro-oncologia no City of Hope (Estados Unidos);
  • Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da American Urological Association (AUA).

CRM-SP 133073 | RQE 76145. Conheça mais da minha trajetória na página sobre o Dr. Paulo Maron.

Se você recebeu o diagnóstico de câncer de próstata e está avaliando a cirurgia robótica da próstata em São Paulo, vale buscar uma avaliação especializada. O Dr. Paulo Maron atende em São Paulo com foco em urologia oncológica, tecnologia moderna e cuidado individualizado, com possibilidade de consulta presencial ou online. .

Perguntas frequentes sobre a cirurgia robótica da próstata

Quanto tempo fico internado após a cirurgia robótica da próstata?

Na maioria dos casos, de 1 a 2 dias nos hospitais em que realizo a cirurgia robótica da próstata em São Paulo. A alta acontece quando você está caminhando, se alimentando e com a dor controlada por remédios via oral.

Por quanto tempo fico com a sonda?

Em geral, de 7 a 10 dias. A sonda protege a costura entre a bexiga e a uretra e é retirada no consultório, em um procedimento rápido.

A cirurgia robótica da próstata causa impotência?

Ela pode afetar a ereção, principalmente nos primeiros meses. A chance de recuperação depende da ereção antes da cirurgia, da idade e da possibilidade de preservar os nervos. Existe reabilitação com medicamentos e outras terapias.

Vou ter perda de urina depois da cirurgia robótica da próstata?

É comum haver algum escape logo após a retirada da sonda. Na maior parte dos homens, o controle melhora ao longo de semanas a meses, com ajuda da fisioterapia pélvica.

Qual a diferença entre a cirurgia robótica da próstata e a cirurgia aberta?

O objetivo oncológico é o mesmo. Em estudo randomizado, a via robótica teve menos sangramento e internação mais curta, com resultados funcionais semelhantes à cirurgia aberta em mãos experientes.

Quando posso voltar a trabalhar e a dirigir?

Trabalhos sem esforço físico costumam ser retomados entre 2 e 4 semanas. Dirigir, em geral, é liberado após a retirada da sonda, quando você consegue frear sem dor.

Depois da cirurgia, ainda preciso fazer PSA?

Sim. O primeiro PSA costuma ser feito entre 4 e 8 semanas após a cirurgia e, depois, em intervalos regulares definidos no seguimento.

O plano de saúde cobre a cirurgia robótica da próstata?

A cobertura depende do contrato e do hospital. A prostatectomia radical tem cobertura, mas custos específicos da via robótica podem variar; por isso, a equipe ajuda a verificar cada situação antes da cirurgia.

Referências

Revisado pelo Dr. Paulo Maron em outubro de 2026.

Dr. Paulo Maron – Cirurgião Urologista | CRM-SP 133073 | RQE 76145. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.