Nos últimos 30 anos, após o uso do PSA como ferramenta no diagnóstico do câncer de próstata, o aumento na detecção da doença foi significativo. Para quase todas as enfermidades isso seria motivo para comemorar intensamente.

Porém, quando falamos em câncer de próstata, é exatamente nesse ponto que é necessária uma criteriosa avaliação do urologista – o médico especialista nesse tumor.

A neoplasia maligna da próstata é uma entidade à parte devido aos seus mais variados graus de agressividade e consequente comportamento.

Quando estamos diante de uma doença “boazinha” (indolente), de grau inicial, o risco dela se desenvolver e emitir metástases é muitíssimo baixo, e muitas vezes um tratamento agressivo – cirurgia ou radioterapia – NESSE MOMENTO pode trazer mais danos do que benefícios.

Situação 1:

  • Supondo que diagnostiquemos e mesmo assim tratemos um paciente classificado com uma doença de muito baixo risco (por medo, receio, insegurança, ansiedade, opção do paciente e familiares)… não estaríamos submetendo o paciente aos riscos e consequências adversas de uma modalidade terapêutica – cirurgia, radioterapia, etc…? E talvez, sem necessidade?!

Isso que chamamos de “overdiagnosis” e “overtreatment” – diagnosticar e tratar além da conta – são 2 aspectos de imensa importância e motivo de calorosas discussões em congressos mundo afora.

Por outro lado, esse câncer, de maneira dissimulada, em um outro espectro, pode apresentar-se com características nem tão “boazinhas” assim ou até ser bem agressivo ao diagnóstico inclusive não dando chances para a sua cura…

Situação 2:

  • Paciente apresentava PSA no limite, foi realizado exame de toque, identificado nódulo e confirmado câncer em biópsia, de médio risco.

  • Esse paciente foi tratado com cirurgia. Apresentou algumas consequências dela… mas hoje está curado, doença completamente controlada 10 anos após. A pergunta: e se não tivesse sido tratado? Ele ainda estaria no meio nós?

Diante da primeira situação, o paciente que apresenta uma doença indolente pode beneficiar-se de uma forma diferente de acompanhamento, a chamada VIGILÂNCIA ATIVA!

Esta modalidade, também conhecida como tratamento postergado, é hoje muito bem aceita na comunidade urológica mundial. Em um determinado grupo de pacientes foi observado que teremos os mesmos resultados – sem nenhum prejuízo – se acompanharmos de perto sem cirurgia ou radioterapia, com exame clínico, PSA, biópsias e ressonância magnética periódicos. Para tal, alguns critérios devem ser obedecidos e somente o urologista está habilitado para defini-los. Isso pode postergar a necessidade do tratamento em alguns anos!

Então, o que podemos concluir diante do exposto?

Sim, o câncer de próstata DEVE ser diagnosticado. Afinal, o dever do médico é informar, identificar doenças. E é direito do paciente saber!

E ele DEVE ser tratado?

Sim! Porém, alguns pacientes podem se beneficiar da Vigilância Ativa, que é um acompanhamento rigoroso que pode postergar o tratamento e suas consequências por meses ou até anos!

Consulte um urologista para entender mais!

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